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domingo, 8 de novembro de 2009

Valorização da participação da mulher em iniciativas de cooperativismo e articulação de questões de gênero


Valorização da participação da mulher em iniciativas de cooperativismo e articulação de questões de gênero


O Mundo mudou, Brasil mudou, o Estado do Rio de Janeiro mudou, e nesta onda de mudanças o cooperativismo também mudou. Hoje há um espaço em potencial para participação ativa do público feminino, apesar do visível processo de inserção das mulheres no mercado de trabalho, pois ainda percebe-se dificuldades para a conquista desse espaço nas questões culturais e diferenças salariais, vemos que vêm mudando gradativamente.

O cooperativismo é um movimento de integração, formado por pessoas unidas com o mesmo objetivo, e conta cada vez mais com um número maior de mulheres em seus quadros de cooperados, atuando tanto na produção direta como na liderança desse processo, com os espaços conquistados nos mercados nacional e mundial, vem comprovar a excelência da força do trabalho de trabalho feminino.

Estatísticas do Sistema OCB mostram que as mulheres representam hoje cerca de 30% dos cooperados e 40% do quadro de empregados das cooperativas brasileiras. Isto em um universo de 7.672 cooperativas, formadas por 7,6 milhões de associados e 251 mil funcionários. A distribuição de dirigentes mulheres por região, ainda pequena, no entanto na região Sudeste este crescimento é maior, mas percebe-se esta tendência de crescimento para todas as regiões do país.

Apenas 12% das mulheres ocupam cargos de direção, e embora que, ainda pequena em comparação com a participação do público masculino, a integração do público feminino às práticas cooperativistas tem crescido e ações que incentivem a participação de mulheres no movimento cooperativista, é um dos objetivos deste projeto

A presente proposta, tem como um de seus pilares, o aprofundamento do conhecimento acerca do cooperativismo, sua filosofia, princípios e valores ao público feminino, incentivando a formação novas líderes cooperativistas e o fortalecimento das já existentes. Contar com a força empreendedora das mulheres cariocas e contribuindo para o desenvolvimento do cooperativismo brasileiro.

Reportando-nos a eventos anteriores dos quais citamos mais a frente dois de relevância, sendo o primeiro estadual e outro nacional, pretende-se regatar no Estado do Rio de Janeiro o debate e a ação em torno do fortalecimento do movimento cooperativista estadual e nacional.


• o Seminário “Mulheres Cooperativistas em Ação, realizado em outubro de 2006, no Estado do Rio de Janeiro, que em sintonia com as quatro tendências do cooperativismo contemporâneo, com foco no fortalecimento do setor elaborou seu plano de, onde foram tiradas 4 linhas de ação prioritárias a saber:

1. Articulação Política - investir na formação de novos líderes cooperativistas
2. Capacitação - a partir de um trabalho de formação, educação e capacitação
3. Comunicação - trabalhar por uma gestão profissionalizada, promover a inter-cooperação
4. Informação e Marketing - desenvolver ações de responsabilidade social, com foco na comunidade

o 1º Fórum Nacional de Gênero, Cooperativismo e Associativismo, onde a sinergia dos participantes, representantes de cooperativas de todos os estados brasileiros ao recomendaram:
1. a criação de banco de dados sobre gêneros para a promoção de uma rede nacional de comunicação integrada;
2. a inclusão do cooperativismo como disciplina no currículo do ensino regular;
3. e a implementação do código de ética para a defesa e os direitos das mulheres .


Culminando com a aprovação da criação do dia do gênero e cooperativismo para ser comemorado no dia 19 de novembro. ” proposto pela coordenadora-geral de Autogestão Cooperativista do Mapa, Vera Lúcia de Oliveira.

OBJETIVOS:
1. Promover o encontro de representantes cooperativistas que tem como protagonista a mulher no Estado do Rio de Janeiro e representantes do setor público, privado e organizações da sociedade civil;
2. Avaliar a trajetória do Gênero Cooperativismo e Associativismo Carioca na última década, considerando os avanços e os desafios apresentados neste período;
3. Revalidar o plano de ação construído em 2006 e analisar as perspectivas; futuras, visando avançar na implementação das políticas públicas de gênero no mundo cooperativo/associativo urbano e rural e na sociedade;
4. Contribui para o fortalecimento da uma rede nacional de comunicação integrada;